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sexta-feira, 16 de março de 2012

Albergue 21

O albergue está cheio!
Cheio de cheiros e de alheios olhares
além do medo nos pés, é claro.
O homem de chapéu
o guri branco com os pés sujos de barro,
vem de longe buscar abrigo
na piedade da cidade grande.
E no albergue do coração de alguma mulher,
peço licença e faço morada,
antes que a noite vire dia
que a poesia
fotografia,
e perca meu afeto e
durma na rua,
sem ao menos antes
terminar a poesia.

7 comentários:

  1. Meu Cristo! E quisera minha mente ser capaz de prolongar sua poesia em mim.

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  2. e amar.
    e amor.
    e nada mais.
    morar, morrer, reiventar.

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  3. Porque "comentarios" está descrito como "mentiras sinceras" ?

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  4. pelo motivo de que as "mentiras sinceras"me interessam.

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